E se todas as partes do corpo lhe começassem a crescer e a diminuir até deixar de ter qualquer semelhança com Tereza, ainda continuaria a ser a mesma, ainda haveria uma Tereza?
Com certeza que sim. Mesmo supondo que Tereza passasse a ser completamente diferente de Tereza, lá dentro, a sua alma continuaria sempre a mesma e não poderia fazer nada senão assistir horrorizada ao que lhe estava a acontecer ao corpo.
Mas, então, que relação haveria entre Tereza e o seu corpo? O seu corpo teria algum direito de se chamar Tereza? E se não tivesse, o que designaria então esse nome? Nada a não ser uma coisa incorpórea, inatingível?
(...)
Tereza encontra-se imóvel, como que enfeitiçada, em frente do espelho, e olha para o seu corpo como se este lhe fosse estranho; estranho, embora no cadastro dos corpos este seja o seu. Dá-lhe vómitos. Não teve força suficiente para tornar-se o único corpo da vida de Tomas. Foi enganada por aquele corpo. Durante uma noite inteira, tinha aspirado o cheiro íntimo de outra com que o cabelo do marido estava completamente impregnado!
Apetece-lhe, de repente, despedir aquele corpo como se despede uma criada. Apetece-lhe não ser para Tomas senão uma alma e expulsar aquele corpo para bem longe, para ele passar a comportar-se como os outros corpos femininos se comportam com os corpos masculinos! Já que o seu corpo não soube substituir todos os outros corpos para Tomas e perdeu a maior batalha da vida de Tereza, muito bem!, agora pode ir-se embora!"
A Insustentável Leveza do Ser, págs 146 e 147.








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Jesus drives an SUV.
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Duh!...
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Duh!...
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You ever look at a picture of yourself and see a stranger in the background? It makes you wonder how many strangers have pictures of you, how many moments of other peoples lives have we been in?
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Duh!...
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Jesus drives an SUV.
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Duh!...
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Jesus drives an SUV.
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Duh!...
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